terça-feira, 14 de outubro de 2008

Restaurando a Altar de Adoração a Deus

“Diariamente perseveram unânimes no templo, partiam pão de casa em casa, e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração (Atos 2:46).”



Como foi indicado na disciplina, iniciei em 15/09/2008, com meus filhos a leitura do livro de Jeremias e oração, amanhã completando os 30 dias de experiência propostos, onde através do Culto doméstico, eu e minha família buscássemos a Restauração do Altar de Adoração a Deus.
No primeiro momento romper hábitos e costumes, não foi nada fácil, mas as dificuldades já eram previstas e as bênçãos também. Tenho mantido a prática pela manhã com meu filho Lucas e com os outros dois em outros horários.
Deus tem demonstrado seu amor por nós nesses momentos, nossos relacionamentos estão sendo fortalecido cada dia por seu amor, e é como ser inundado por um grande rio, cujas águas não deixam de passar e seu frescor renova nossos vasos sanguíneos e revigoram todas as células do nosso corpo.
Esse encontro com Deus neste altar tem transformado principalmente a minha vida e ouvindo meus filhos orando percebo que a deles também, a palavra de Deus, de forma figurativa, a qual sentiu é como um manto que nos envolve, fortalece e nos dá esperança para prosseguir em mais um dia.
Deus é maravilhoso, tremendo, Senhor dos Senhores, o Grande e Poderoso EU SOU, merece todo nosso Louvor e Adoração, restaurar o Altar de Adoração a Deus, tem representado uma das mais preciosas experiências, que tenho vivenciado nestes dias.
Ressalto que o Bálsamo de Gileade tem tocado nossas vidas, e a partir de agora, meu desejo é continuar prosseguindo, contando com a força do Espírito Santo, para buscar e adorar ao Senhor como Ele merece ser adorado.
Como exemplo: Meu filho Lucas, referiu que seu dia de trabalho e estudo tem sido diferente, desde que iniciamos o culto doméstico, é beber da água que realmente sacia a sede e cessa a fome.
Estou testemunhando para muitas pessoas, dessa maravilhosa experiência.
Falando desse diferencial, da importância desses momentos, buscando contagiar outros, a buscarem a mesma oportunidade de encontro com Deus, através da restauração do Altar, que é o que tenho presenciado todas as manhãs e nos momentos que me coloco a disposição para ler e ouvir com a minha família o que Deus tem a nos dizer individual e coletivamente.
Concluo meu relatório com as preciosas palavras do texto abaixo:


“As casas serviam de contexto para curas milagrosas como a de Dorcas (Atos 9:36-41), visões como a de Pedro (Atos 10:9-23) e reuniões na Igreja, como na casa de Maria, mãe de Marcos (Atos 12:12).”

Alunos do Mestrado Ciências da Religião - Sendas / FTN

terça-feira, 30 de setembro de 2008

POR UMA IGREJA PÓSMODERNA

Graça e Paz!
Recebi esse artigo bastante interessante do Pastor Miguel e gostaria de compartilhar com todos.
Abraços fraternos, Irmã Sônia.

POR UMA IGREJA PÓSMODERNA 1a.Parte
Falar da igreja evangélica não é uma tarefa das mais fáceis, em razão da complexidade estrutural do mundo evangélico. A formação do protestantismo de missões e o surgimento do movimento pentecostal, no fim do século passado e início do século XX, e ainda o surgimento do movimento carismático e de comunidades evangélicas nas últimas décadas, como também um grande número de organizações evangélicas desvinculadas das igrejas tradicionais, fez da igreja evangélica um estrato social de difíceis contornos para uma clara definição .
Isto posto, queremos somente delinear o nosso objeto de reflexão, limitando a identificação “evangélico” às denominações históricas tradicionais que resultam do movimento missionário do século passado, vindo dos Estados Unidos e da Europa para o Brasil, e também às denominações do movimento pentecostal e carismático que tiveram, de certa forma, origem no Brasil dentro de suas denominações históricas e conservaram os aspectos básicos de sua eclesiologia e as doutrinas principais. Excluímos os movimentos neo-pentecostais ou o “pentecostalismo autônomo ”
Diante desta igreja evangélica brasileira, indicamos agora que meu propósito é levar o leitor a pensar no desafio do terceiro milênio que estamos vivendo. A igreja evangélica brasileira deve lançar um olhar para o futuro, mas esse olhar não deve ser exclusivamente um “olhar escatológico” na tentativa de visualizarmos mais próxima a vinda do Senhor . Temos de objetivar uma reflexão para o exercício de um ministério eficaz, em que a pregação do evangelho seja de fato uma real encarnação do evangelho e do amor de Deus, e não um mero discurso . Temos de decidir, hoje, o início da transformação da igreja , para que amanhã ela não se constitua um museu religioso e perca sua mensagem profética do evangelho .

ONDE ESTAMOS POR CAUSA DO PASSADO

Sem dúvida, a chegada e a inserção do evangelho trazido pelos missionários protestantes no século passado ocorreram num momento histórico e social propício dentro do contexto brasileiro .De fato, talvez não poderia haver momento melhor. No entanto, houve uma acomodação e não se aceitaram os desafios que a sociedade brasileira e sua evolução exigiam. Por isso, verificou-se um descompasso com a realidade (o que é sentido ainda hoje ), em termos de resposta às questões que a sociedade sofre e quanto às soluções que busca para seus problemas. A construção da igreja evangélica ficou atrelada as formas do passado. As mudanças exigidas pela sociedade em desenvolvimento vieram acontecer sempre tardiamente quando novas mudanças eram exigidas.
Tal foi a tônica marcante de mais de um século de existência da igreja evangélica no Brasil. Ela não conseguia mostrar a eficácia de sua fé , pois as questões que os membros locais sofriam no cotidiano geralmente eram tratadas de forma anacrônica, com as soluções do passado servindo para todas as épocas , de maneira descontextualizada. Isso porque os pensadores brasileiros não podiam efetivar uma fé “autóctone” , uma cosmovisão que fosse bíblica e com “cheiro caboclo ”.Essa ausência gerou uma falta de criatividade ético-teológico-pastoral, como também revelou a carência de uma visão proléptica . Não havia uma reflexão diante das grandes mudanças sociais, políticas e culturais, que deveria ter preparado a igreja nos aspectos éticos, sociais e econômicos pelos quais ela foi questionada. A igreja no seu discurso se limitou a defender a fé apologeticamente produzindo um discurso de guerra mas não de transformação da sociedade. Dessa forma criou sua redoma na qual observava as crises da sociedade desenvolvendo uma nova marca no seu discurso que caracterizou os anos 80: o apocalipse estava às portas do seu cumprimento. Deve ser lembrado que no ano de 1982 se pregava a respeito do alinhamento dos planetas que segundo os “profetas de plantão”fariam desaparecer r grande parte das cidades do Rio de Janeiro e Santos.
Eis, então, o que nos preocupa em relação ao terceiro milênio e nos motiva a escrever este artigo: a igreja precisa sempre estar preparada para o futuro. Ela não precisa olhar para suas raízes e repetir a história. As raízes foram lançadas cabe agora produzir os frutos como os irmãos do passado o fizeram dentro do seu contexto político-social. A igreja é viva para construir a história tendo como modelos os nosso irmãos do livro de Atos e também aqueles chegaram no Brasil trazendo o evangelho que modificou não somente a teologia da época mas também a educação, o livre pensar, o sistema político. Pode-se discordar das suas formas e alianças, mas não se pode negar a história de impacto
Gostaríamos de apresentar algumas características da igreja evangélica no Brasil , traços que nos últimos tempos vêm marcando sua vida . Queremos lembrar que estamos tratando a igreja num aspecto amplo , e não em níveis locais ou particulares, e ao mesmo tempo já nos conscientizamos da complexidade desse “ movimento evangélico” . Ademais, na linguagem do sociólogo religioso Roger Bastide, existem alguns “brasis” dentro deste grande Brasil, transformando-o numa terra de contraste.

Doutrina Rígida porém Passiva na Justiça Profética

Descobertos os escândalos sexuais, observam-se problemas noutros níveis : facções , inimizades , atos inquisitoriais , “pressões políticas” , divisão e competição no Corpo de Cristo, idolatria ministerial e denominacional , materialismo , passividade diante das injustiças e opressões dos órfãos , viúvas, estrangeiros , pobres , deficientes. Além disso, havia uma imobilidade diante do avanço do satanismo, do sacrifício de crianças — em termos de magia negra e dos grupos exterminadores — do ocultismo etc. George Verwer, fundador da Operação Mobilização , indica que , se a doutrina não inclui amor , humildade e quebrantamento , então ela não é sã . Aponta ainda que a praga de hoje é a ortodoxia sem amor, a ortodoxia sem poder, a ortodoxia sem a vida de nosso Senhor Jesus Cristo. O que queremos mostrar é que não desprezamos uma doutrina que seja bíblica, rotundamente não, mas que a ortodoxia é compatível com a ortopraxia , sendo , confirmada e vivenciada dentro dela . Não podemos negar que a igreja , lamentavelmente, vive uma crise de integridade, mas esta não está limitada ao contexto da questões da sexualidade. Este é o discurso marcante do protestantismo evangélico. Mas o discurso profético foi espiritualizado por uma prática de declarações espiritualizadas que nada tem a ver com aquilo que os profetas do Antigo Testamento proclamavam

Polarização Teológica

.Fruto do questionamento da sociedade , ou ainda das classes menos favorecidas , o povo brasileiro deseja saber, a exemplo do rei Zedequias numa entrevista com o profeta Jeremias : “Há alguma palavra da parte do Senhor ? Respondeu Jeremias: Há... ” (Jr 37:17) . Existem pouquíssimos Jeremias que respondem essa pergunta. Assim , a polarização se dá entre uma igreja “espiritualizada” , com características ascéticas e anacoretas , trazendo uma mensagem desencarnada da realidade brasileira, e outra com uma mensagem de libertação , de revolução social , mas que esquece da natureza pecaminosa do homem , que o leva a agir frontalmente contra a vontade de Deus . Que fazer ? O velho filósofo grego dá uma resposta : “A virtude está no meio ”. Aliás, a Bíblia apresenta esse caminho , de Gênesis a Apocalipse.
A igreja precisa com urgência vencer a polarização teológica , descobrindo que deve ser uma comunidade , ou um organismo vivo , cuja marca precípua é a vida eterna em Jesus Cristo , mas que essa vida deve ser manifestada no mundo . A vida eterna já começou ,aqui e agora, em contraposição às forças e formas desumanizantes que matam : “o ladrão só vem para roubar , matar e destruir ; mas Eu vim para que as ovelhas tenham vida e vida completa” (Jo 10:10) . A igreja é convocada a anunciar essa vida completa e ,assim , desqualificar as forças do ladrão que hoje se têm multiplicado e pluralizado.

Crise “Avivamentalista ”

Realizam-se e ouvem-se debates , encontros , reuniões , cultos e clamores fervorosos em torno da chegada de um avivamento . Devo dizer que não sou , e nunca serei, contra um verdadeiro avivamento nas terras do Cruzeiro do Sul. Mas devemos nos perguntar : qual é o avivamento de que precisamos? Ou ainda, quais são as características que um verdadeiro avivamento deve Ter no Brasil? Sem dúvida, o texto bíblico será apontado como fonte primária de informações, e ainda serão acrescentados exemplos históricos de avivamentos , desde os tempos de Israel até hoje. Haverá lembranças do avivamento do rei Josias; de Elias no monte Carmelo; da igreja no livro de Atos; das igrejas sub-apostólicas; da igreja britânica primitiva, no quinto século; do avivamento dos valdenses, em 1184; do avivamento na Boêmia, 1315 ; da Reforma Protestante do século XVI ; dos Wesleys e do fervoroso início do metodismo , no século XVIII ; do avivamento de Gales , no século XIX ; etc. Tudo isso prova justamente que é possível existir um avivamento !
Entretanto , ao olhar esses avivamentos bíblico-históricos , não podemos esquecer o momento histórico do avivamento . Os avivamentos que aconteceram no passado só serviram para a sua época, seu mundo , sua situação .Por isso, torna-se necessário definir , caracterizar e descobrir o avivamento de que precisamos para este fim de século , sem características anacrônicas. Devemos conhecer o mundo que nos rodeia e pedir ao Deus do avivamento que envie o avivamento de que o Brasil precisa, com suas características e suas particularidades . E, ainda, que nos dê o discernimento para percebermos que este avivamento começou, ou nos ilumine para que vejamos quando começar.
Postado por José Miguel Mendoza Aguilera às Terça-feira, Setembro 16, 2008
Marcadores: batistas, biblia, hstória, igreja, protestantismo, teologia

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Reflexões sobre a Fé Cristã na Contemporaneidade

Como professor de Antigo e Novo Testamento no curso de Introdução Bíblica na Faculdade Teológica Batista de São Paulo, grandes polêmicas e discussões têm surgido quando os alunos, a partir de um diálogo aberto, crítico e desafiador, tem percebido como é grande o estrago que a mensagem cristã contemporânea tem sofrido por causa de um problema seríssimo: a separação feita entre História de Israel e Escritura Bíblica, ou seja, separação entre História e Revelação.

Quando separamos o conteúdo da mensagem cristã nas Escrituras do ambiente e realidade na qual elas foram reveladas, testemunhadas, vividas e escritas, criamos uma série de interpretações alegóricas e, como quase em todos os casos, acabamos por colocar palavras, conceitos e "verdades" nossas na boca de Deus, fazendo com que as Escrituras se tornem pretexto para legitimar nossas próprias convicções espiritualizadas e ideologizadas com o objetivo de alcançar nossos fins desejados.

Assim, a importância da exegese e da hermenêutica têm sido relegada a um segundo plano e, o que é pior, tem-se promovido e acelerado o processo de alienação espiritual que é desenvolvido através da ruptura do essencial diálogo entre Revelação e realidade do mundo ( Brasil ) em que vivemos. Diálogo este proposto por Deus a Adão no Éden, a Abraão na Babilônia, a Moisés no Egito, aos profetas anteriores e posteriores nas regiões de Israel ( norte ) e Judá ( sul ), bem como a Jesus Cristo na pedagogia desenvolvida com seus discípulos, a pedagogia do Reino de Deus, que nasceu e se desenvolveu no solo palestino do primeiro século.

Existe uma distinção entre forma e conteúdo na fé cristã. Toda forma é relativa e muda de acordo com a época e as circunstâncias, porém, o conteúdo é imutável ao longo da História.

Em síntese, o conteúdo do cristianismo é caracterizado pela salvação pela fé em Cristo Jesus, que nos conduz à comunhão com o Pai, chamando-nos e capacitando-nos para uma comunhão comunitária, de serviço ao próximo, em obediência à Palavra e pela força do Espírito Santo.

É bem verdade que a forma de expressar este conteúdo varia ao longo da História. Ele já foi vivido sob a perseguição dos patriarcas, juízes, reis, imperadores, ditadores, presidentes eleitos, inclusive, atualmente, pelos nossos irmãos indianos. A evangelização ocorreu de forma pessoal, em massa, em catacumbas, casas, mosteiros, escolas, auditórios, embaixo de árvores, etc.

Deus também age na História por intermédio de diversas correntes teológicas, filhas de seu tempo e contexto histórico: os Pais do Deserto no início da igreja, a Reforma e seus desdobramentos ( fundamentalismo, pentecostalismo, movimentos de santidade e justiça social, despertamento missionário, missão integral, igrejas nas casas, etc). É um equívoco achar que a forma é mais importante que o conteúdo e estipular que Deus só pode agir no mundo por determinada via preestabelecida. Porém, é importante lembrar que Deus interage com o ser humano na história, donde a teologia nada mais é que a ciência ou a forma como procuramos interpretar os conteúdos da Revelação para nosso tempo, em virtude dos anseios espirituais de nossa época, nosso povo, nossa geração.

A fé cristã desenvolveu-se nas igrejas católica, ortodoxa e reformada em diferentes períodos da história.

Atualmente, a maior preocupação da igreja evangélica brasileira e de sua liderança é enfatizar mais a forma e estratégia do que propriamente o conteúdo. Como se diz por ai: "Qual é a visão de sua igreja ?"

Não vejo mais a preocupação de se saber qual o conteúdo, pois o que interessa é a forma, por meio da qual se estabelece as comparações e as competições baseadas naquilo que é relativo: a visão ou o modelo para se expressar a fé.

Todas as vezes que grupos e pessoas priorizam a forma, afirmando categoricamente que Deus só pode agir dentro de determinado padrão, cria-se o ambiente para a divisão.

O fato é que a igreja não se estabelece no mundo através de forma, estratégia ou visão, mas pela ação do Espírito Santo na vida dos cristãos, que testemunham da santidade, obediência, humildade e serviço, bem como do amor de uns pelos outros. Esse é o conteúdo básico para se viver a fé cristã, independente da forma.

Assim, temos corrido um crescente risco de que nossas lideranças humanas imprimam muito mais o seu próprio caráter do que o de Cristo na vida da comunidade ( igreja ), inclusive, valendo-se de interpretações descontextualizadas das Escrituras às vistas de um povo que sofre e padece por falta de conhecimento de Deus, das Escrituras e de sua própria realidade na concretude do mundo.

Fala-se muito sobre líderes e lideranças; há inúmeros cursos, retiros, livros com fortíssima ênfase secular para formar ou formatar homens e mulheres empreendedores, capazes de motivar pessoas e fazer as coisas acontecerem.

O resultado de tudo isso é uma geração de pastores urbanos que estão cada vez mais parecidos com executivos bem sucedidos. Sabem muito bem usar a mídia, sendo bons marqueteiros e excelentes gerentes administrativos, fazendo com que a igreja se pareça mais com uma empresa em busca de resultados do que uma comunidade que serve à sua geração.

Valem-se da empreendedora lógica da cultura capitalista de nosso tempo, a ênfase de se maximizar resultados minimizando-se custos. Daí a lógica de se falar atualmente em “ministério leigo” ao invés do bom e velho bíblico “sacerdócio universal dos crentes” que cumprem com seus dons e talentos dados pelo Espírito Santo para atender a comunidade e ser sal e luz do mundo na realidade concreta do mundo. Afinal, os meios “dízimos” ainda se valem para os mesmos “fins” da época do profeta Malaquias. Infelizmente, Deus ainda continua sendo roubado e extorquido !!

É espantoso notar que uma boa exegese feita, quer a partir do hebraico ou do grego, nos deixa evidente que não é a palavra "líder" que consta na Bíblia, mas a palavra "servo", a mais exata para definir aqueles que são chamados pelo Senhor para exercer dons no contexto da comunidade ( igreja ).

As Escrituras nos mostram Deus chamando pessoas que não sabem falar, não passam de crianças, de lábios impuros, nascidos como que fora do tempo; homens e mulheres inadequados, incapacitados e fracos. Deus nos usa dessa forma, para que toda glória seja dada a ele e não a homens e modelos.

É tempo de se repensar nossa postura frente à necessidade de um comprometido exame das Escrituras, bem como cessar a estéril discussão acerca da forma e procurar resgatar o verdadeiro conteúdo da fé cristã; de Cristo, por Cristo e com Cristo na realidade concreta do mundo, da vida.

É tempo de sermos mais servos e menos líderes; mais santos e menos heróis, mais humanos e menos máquinas. Esse é o testemunho que vai permanecer na História.

Concluo com uma máxima creditada a São Francisco de Assis ( século XII ): “Prega o Evangelho. Se for preciso, use palavras.”

Márcio Roldan de Araujo

Soli Deo Gloria.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

RESTAURANDO O ALTAR DE ADORAÇÃO A DEUS

Cristina - Aluna do Mestrado Ciências da Religião - Sendas / FTN

Kornfield (1995) relata em seu livro que a Igreja Primitiva era um movimento fundamentado nos lares e apesar do ensino e da pregação serem feitos publicamente, no pátio do templo, nas sinagogas e nos campos abertos, a verdadeira vida acontecia nas casas.

No livro de Atos, nos seus primeiros doze capítulos, podemos observar que:
· A Igreja iniciou num lar, no cenáculo de uma casa em Jerusalém (Atos 1:13).
· Pentecostes chegou numa casa (Atos2: 1-2).
· Diariamente perseveram unânimes no templo, partiam pão de casa em casa, e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração (Atos 2:46).
· As casas eram recursos usados por Deus (Atos 4.34-37; 5.1-11).
· Batismos aconteciam nas casas, como na casa de Saulo (Atos 9:17-19) de Cornélio e os de sua casa (Atos 10:47-48) e o Casamento de Filipos (Atos 16:30-33).
· As casas serviam de contexto para curas milagrosas como a de Dorcas (Atos 9:36-41), visões como a de Pedro (Atos 10:9-23) e reuniões na Igreja, como na casa de Maria, mãe de Marcos (Atos 12:12).
As reuniões nos lares continuavam sendo umas estratégias, no decorrer da história da Igreja, tornando-se uma fonte de fortalecimento aos irmãos.
De acordo com o autor os grupos familiares funcionam como ponte de ligação entre o indivíduo e a igreja, reunir poucas pessoas e colocar a Bíblia a pedra fundamental em suas mãos, gera o ambiente e a ocasião para que todos contribuam com seus conhecimentos e testemunhos e compartilhem suas dúvidas, dessa maneira a Palavra de Deus é aplicada a situações específicas.


JUSTIFICATIVA


O Culto doméstico sempre teve um papel muito importante na minha formação cristã, a partir do nascimento dos meus filhos, e até a sua fase escolar nos reuníamos diariamente pela manhã onde priorizávamos esse tempo de comunhão, estudo da Palavra de Deus, oração, e após as constantes mudanças de horários escolares e trabalho, não conseguimos mais organizar nosso tempo e essa prática se perdeu.
E, agora a partir das reflexões instigadas pela disciplina Bases Bíblicas e Wesleyanas da formação Cristã e Desenvolvimento para a vida e ministério, desejo Restaurar esse Altar de Adoração a Deus.
Compreendo a dificuldade de alterar-se os hábitos, conto com a ação de Deus e a disciplina que teremos que empenhar para o sucesso desse tempo tão precioso de comunhão na família.


OBJETIVO


Restaurar o Altar de adoração a Deus através do culto doméstico.
Reconhecer em família a grandeza, a presença e o amor de Deus por nós.
Fortalecer através dessa restauração os vínculos de amor entre os membros da família.



PROPOSTA

n Restaurar o altar de adoração através do Culto doméstico
n Período: 30 dias
n Data: 15/09 a 15/10/2008
n Horário: das 7:30 horas as 8:00 horas
n Continuar após o período, estabelecendo a partir desta prática um referencial na minha formação cristã e dos meus filhos.


METODOLOGIA

n Estudo dos ensinamentos contidos no livro de Jeremias - Capítulos: 1 a 3.
n Reflexão sobre a leitura diária e sua aplicabilidade no cotidiano de cada participante.
n Apresentação de pedidos de oração.
n Oração individual e coletiva.
n Anotação diária em agenda específica durante o período da proposta do culto em família.


AVALIAÇÃO

n Avaliação individual e coletiva sobre o desenvolvimento espiritual anterior e a partir da Restauração do Altar de Adoração a Deus.


TESTEMUNHO

Na igreja e amigos sobre a importância de estabelecer a comunhão com Deus através da experiência do Culto doméstico.


REFERÊNCIAS

Kornfield, David, Araújo, Gedimar de, Implantando grupos familiares, Ed. Sepal, 1995, São Paulo-Sp.
Bíblia da Liderança Cristã, Barueri, SP – Sociedade bíblica do Brasil, 2007.



“Antes que te formaste no ventre materno.....” Jeremias 1:5
















“eu te conheci;...”Jeremias 1:5














“e, antes que saíste de tua madre, eu te consagrei” Jeremias 1:5
















“...Eis que ponho na tua boca, as minhas palavras”.Jeremias 1:9
















“...e também para edificares e para plantares”. Jeremias 1:10



quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Colégio Piedoso




Foi um tempo bom...conviver com este colégio de pessoas que são do Senhor. Que está caminhando numa jornada espiritual. Maravilhoso ver a graça que é dada a cada um, para que cada um alcance a vontade de Deus.
Neste colégio podemos nos fortalecer, e vimos que não se caminha sózinho....
Que possamos continuar a nos congregar e a congregar outros conosco. ( Pr Ramon)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Olá turma! Hoje comecei a colocar em prática meu projeto! De cara algumas questões se levantaram para roubar minha paz e tentar me tirar do propósito, mas persisti e obtive êxito porque coloquei em primeiro lugar meu tempo com Deus e Dele recebi fortalecimento. Qto ao levante, problema solucionado para a Glória de Deus

Alunos do Mestrado Ciências da Religião - Sendas / FTN

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Artigo

Olá irmãos... bom entrar nesta sala... neste, quem sabe, oikos.
Li este artigo e achei interessante e pertinente as nossas conversas.
Deus abençoe.
Pr Ramon

Mentoria - Espiritualidade e Religião.Ricardo Gondim.
Querido Diego,
Concordo, temos que fazer uma clara distinção entre o que se entende por espiritualidade e religiosidade. Coincidentemente, conduzirei uma conferência em setembro sobre a "espiritualidade para além da religião".Espiritualidade seria a promoção da justiça, da solidariedade e das boas maneiras; o exercício de transcender além da sobrevivência biológica. Ou, em outras palavras, de nos humanizar.
A religião precisa se institucionalizar para ter continuidade histórica. E esse processo já se mostrou perigoso. Desde os profetas bíblicos, passando por Jesus de Nazaré, a Inquisição e o Fundamentalismo moderno, a religião esfolou, empalou, queimou e dizimou milhões. O rastro religioso salpicou a história de sangue.
Acontece que você e eu somos pastores de comunidades religiosas, com registro legal, com nome na porta e com uma estrutura teológica e hierárquica. O que fazer para não deixar que a religiosidade sufoque o processo de humanização?
Eis algumas sugestões:
1. Não perpetue qualquer tradição quando não souber explicar porque ela existe. Muitas instituições se engessam porque não arriscam sair da bitola do tradicionalismo. Uma pergunta deve ser feita com todos os formalismos religiosos: “Por quê fazemos, pregamos, aceitamos e repetimos isso?”. Se não houver uma resposta satisfatória, descarte, seja lá o que for. Conheço igrejas que insistem na música acompanhada com órgãos de fole e rejeitam a guitarra elétrica. Tolamente acreditam que “no passado não havia instrumentos elétricos e a igreja deu certo, para quê, então, trazer ‘novidade’”.
2. Não aceite que se desenvolva um culto à personalidade. Abra mão de títulos, de honrarias, de rasga-sedas. Não se proclame ungido, não faça propaganda de sua capacidade. Cuidado para não alterar a voz quando for orar. Seja simples como as pombas.
3. Não tolere linguagem piegas ao seu redor. Não há nada mais nojento na religião do que o artificialismo. Confesso, Diego: não agüento escutar ou ler os discursos empolados dos puros. Eles falam como se acabassem de chegar do “País das Maravilhas de Alice”. Pretendem mostrar como são vitoriosos, como os milagres se repetem em suas vidas, como os anjos os visitam, como atinam sobre os mistérios da divindade, como sabem elencar as exigências da lei e como são ousados com Deus. Mas dá vontade de perguntar: “Vocês nunca tiveram cólica intestinal? Suam debaixo do braço?”.
4. Não queira converter as pessoas à sua doutrina. Você e eu não concordamos em vários detalhes de nossa fé. Se discutirmos sobre qualquer tema de nossa teologia, vamos nos contradizer. Ora, então para quê converter as pessoas à nossa “verdade”?. Além de impossível, nem seria bom homogeneizar o pensamento de nossa comunidade. Queiramos converter mulheres e homens à uma qualidade de vida com um patamar existencial mais nobre. O rigor conceitual deve ser de menor importância. Desejemos que sejam buriladas à imagem de quem mais admiramos, Jesus Cristo.
A espiritualidade que buscamos não precisa da camisa-de-força da intolerância religiosa. Lembre-se que Jesus elogiou a fé de um centurião romano pagão, de uma mulher cananéia, de um ladrão que nada sabia sobre os conteúdos de sua doutrina. Entretanto, todos revelaram grandeza existencial e esta, precisamente esta grandeza, deve ser o seu alvo.
Espiritualidade também significa a encarnação de verdades que antes só existiam em tese. Até pouco tempo eu me preocupava em fazer afirmações “verdadeiras”, sem me indagar com a sua plausibilidade concreta na vida. Mas será que deve ser esse o nosso caminho?
Quando jovem, li um best-seller sobre uma gaivota que excedeu sobre as demais. Contei a um professor do ginásio que estava entusiasmado com o livro. Sua reação me deixou sem jeito. Meu mestre me advertiu que o livro era bobagem burguesa, escrito para leitores ingênuos como eu. “Ricardo”, disse ele, “para uma verdade ser verdadeira, é necessário que ela se torne relevante em toda e qualquer circunstância; esse livro não serve para os pobres, para os exilados e para os presos políticos”.
Quando orar, Diego, pergunte-se se aquela prece pode ser feita nas favelas da Índia, nos corredores de uma unidade de tratamento intensivo do hospital de indigentes, na casa do tetraplégico. Pergunte-se se o seu sermão é valido para a mãe que acabou de enterrar o filho e para o doutor em filosofia. A verdade tem que encarnar, inclusive em épocas distintas. "O que foi dito pelos meus avós tem como ser contextualizado pelos meus netos?".
Sim, fujamos da religiosidade. Ela é perniciosa, irrelevante e geradora de intolerância. Busquemos a espiritualidade solidária e justa. Só assim viveremos com graça, na dispensação do Espírito.
Abraços,
RicardoSoli Deo Gloria.
Publicado em http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=104&sg=0&id=1966

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

FORMAÇÃO CRISTÃ

Em um mundo onde as pessoas vivem apressadas, estressadas, bombardeadas de informações a todo o tempo e de todos os lados, a busca por um momento de paz e descanso e encontro com Deus se faz cada vez mais necessária. Reabastecer-se de “energias positivas” tem sido a busca de muitas pessoas, que aproveitam para, por meio da oração, reflexões e leituras, musicas, relaxar e elevar-se espiritualmente.
A nossa formação espiritual é uma das coisas que devemos dar uma atenção especial, pois no nosso dia-a-dia com Deus e com o próximo é isso que marca a diferença. O tempo que tomamos para investir na nossa formação espiritual é de suma importância visando a nossa maturidade cristã e a nossa incessante busca por algo melhor de Deus, e esse melhor só alcançaremos investindo tempo e qualidade desse tempo.

Mas quem vive começa mentalidade é aquele que não preocupa só em ser mero cristão. Viver a vida cristã é muito mais que meramente se tornar um cristão, unir-se a uma igreja ou ter uma religião. É a entrega diária da minha vida a Cristo, é permitir que Ele me ajude a enfrentar a barra pesada do dia a dia, os problemas, as alegrias, as tristezas e os sofrimentos.
Tudo isso se consegue numa busca diária, na nossa preocupação de ter um caráter cristão e uma vida devota a Deus, mas também a preocupação com o próximo, pois acredito que a nossa vida espiritual não se reflete só no relacionamento com Deus, mas também com o próximo e até conosco mesmo.
Alguém pode freqüentar todas as igrejas do mundo, ou ficar só na sua igreja porque a considera verdadeira. Apenas isto não faz dele um cristão. Ser cristão é confiar em Jesus como Salvador é, querer viver como Ele viveu, incessantemente buscar o melhor dele para nossa vida, é obedecê-lo e seguir o Seu exemplo e os Seus ensinos escritos nas Santas Escrituras. E em outras palavras, é tornar-se um verdadeiro discípulo e seguidor de Cristo.
Viver é mais do que falar. Como disse alguém: "Sua vida fala tão alto que não posso ouvir o que você está dizendo."

As Escrituras indicam que a Palavra de Deus transmite o poder necessário para que a vida cristã seja uma realidade, e que esteja sempre fortalecida para enfrentar as lutas diárias. Assim como a alimentação sustenta o físico, a Palavra do Senhor sustenta a vida espiritual.
"Nem só de pão viverá o homem, disse Jesus mas de toda a palavra que procede da boca de Deus." (Mat 4:4) O profeta Jeremias usa a mesma comparação: "Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado." (Jeremias 15:16)
A nossa parte no desenvolvimento da vida cristã, é ler, estudar, digerir, e assimilar a nutrição espiritual da Palavra de Deus e viver sob a direção e sintonia constante com o Espírito Santo, que nos aponta o único exemplo perfeito: Jesus Cristo.
Mas você pergunta, é possível viver a vida cristã neste mundo cheio de tantas injustiça e violência? Onde há tanta imoralidade, tantos vícios, crimes e maldades? Onde seria o melhor lugar para vivermos a vida cristã? Não seria melhor em um deserto, ou em uma montanha, longe das pessoas?
Independentemente do lugar, contexto ou circunstancia e das perguntas que vem á nossa mente devemos lembrar que à tempo para todo o propósito debaixo do sol, mas sem duvidada nenhuma a o investimento na nossa formação espiritual deve ser o centro das nossas atenções a nossa prioridade máxima. Pois disso dependerá o nosso sucesso ou fracasso na vida, não só espiritual, mas principalmente eterna.

Escutar Deus é sempre o melhor caminho. Para cada momento da nossa vida Deus quer ser a solução dos nossos problemas. Meditando no Senhor, Ele nos revelará aquilo que não sabemos e aquilo que precisamos para seguir em frente na caminhada com Ele para a eternidade.
Se sofremos pelas perdas que há no caminho, O Senhor está esperando para nos consolar, Se enfrentamos dificuldades em aprender, O Senhor está querendo nos ensinar, Se surgem espinhos para machucar, O Senhor está pronto para nos curar, Se temos que chorar pelas despedidas, O Senhor está aguardando para nos amparar, Se deixamos as circunstâncias abater o coração, O Senhor está perto para nos encher de esperança, Para cada acontecimento da vida, Deus quer fazer parte de cada instante de nossas vidas.
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Oziel Morais

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Boa noite

Olá pessoal.
Tem sido um privilégio estar com vocês.
Espero que este blog seja um instrumento de Deus em nossas vidas.
Abração.

Alunos do Mestrado Ciências da Religião - Sendas / FTN